Tuesday, June 09, 2009

Iluminação





Para não falarmos sempre dos mesmos portugueses do dézaine, falamos de um que nem sequer conhecemos.
Ou melhor: falamos de uma criação de um que nem conhecemos.
É para variar.
Ele, o designer (ou lá o que é que ele é) (mas se aparecer por aqui, identifique-se, teremos todo o gosto em publicitá-lo) apareceu com uma ideia que, não sendo nova, nos impressionou pelo resultado surpreendente.
Reutilizou cabides em plástico (pelo tamanho seriam de criança) e descobriu novos volumes no ritmo da sua repetição.
Já havíamos visto (que nos lembremos, assim de repente) com canetas bic, com palhinhas (daquelas de chupar) e com colheres de café (daquelas que não são colheres, são umas simples palhetas em plástico transparente, como as que saíam nas máquinas automáticas e agora, cada vez mais, nos dão a acompanhar a bica), mas nenhuma dessas propostas tinha este efeito espectacular, ainda reforçado pela repetição das várias propostas formais (por favor, não nos digam que era uma instalação, ou acaba-se o elogio aqui).
Fez uma linda sala, na inauguração do PopUp Lisboa.

(imagens: Amanhecer de Luís Teixeira na PopUp Lisboa)

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