Friday, December 31, 2010

A Thonet n.º 18 de Vincent











Já percebemos que nestas (an)danças vence sempre o modelo n.º 18.
Não sabemos ainda se esta tradição de dançar com uma Thonet é anterior a Cabaret (1972), embora acreditemos que seja, sendo esta uma popular cadeira de bar original do norte da Europa ainda no final do século XIX.
Seja como for é esta a escolhida por Solve Sundsbo para Vincent Cassel protagonizar o seu classic screen type, um dos 14 clips encomendados e produzidos pelo The New York Times.
Não realça a firmeza do modelo, que permite outros números artísticos, mas fá-lo em relação à leveza, e com um bom teste.

Aproveite-se para ver os outros 13 filmes e nos deliciarmos todos com o beijo de James Franco, a desolação de Natalie Portman, a ira de Matt Damon ou a espera agonizante por uma resposta divina de Tilda Swinton.

(imagens: stills de Fourteen Actors Acting de Solve Sundsbo com Vincent Cassel para o The New York Times)

Judith Leiber





São enormes jóias, ou pequenos pechisbeques, para as senhoras deixarem em casa as Kittys de peluche.
Os ex-libris de Judith Leiber (1921), a designer búlgara judia, que fugiu ao Holocausto, chegou aos Estados Unidos em 1948 e criou a marca de luxo que hoje tem o seu nome.
Estas aberrações (no bom sentido, ou que outra palavra pode conseguir dizer aberração no bom sentido?) em cristais são as nossas preferidas, mas depois também há as normais, que se usam sem se dar por isso.
Mas hoje queremos que dêem por isso.

(imagens: carteiras da colecção Crystal Novelty da Judith Leiber)

Thursday, December 30, 2010

Pérola de Sintra: o Café Saudade
















É uma pérola de cultura, mas bem fabricada e que preenche todos os nossos estágios de fruição.
Fica em Sintra, mesmo ao pé da estação, e tem o nome que só poderia ter: a Saudade que todos temos.
Dá para ir tomar o pequeno almoço num fim de semana de Inverno ou almoçar no Verão, antes do fatídico passeio pela Serra.
Ficamos rodeados de uma parafernália de objectos populares que rapidamente passam a cenário e nos transportam para uma casa portuguesa. A partir daí temos os amigos, maridos e mulheres, livros e jornais para nos concentrarmos e passarmos várias horas, em conversa ou em silêncio.

Café Saudade
Avenida Dr. Miguel Bombarda, 6
Sintra

(imagens: do Café Saudade)

Wednesday, December 29, 2010

Tuesday, December 28, 2010

Mobiliário Urbano LXXXIII


De pernas abertas, para o primeiro que passar.

Monday, December 27, 2010

Brick


Tendemos a não conseguir gostar de sofás.
De sofás e de camas: tudo nos parece muito desenhado e a tender para o enjoo passadas duas semanas de os vermos lá em casa.
É assim que nos foge o pé para as propostas mais modernistas, em que com pouco (é o dito Less de que falava o outro senhor) fica a coisa feita.
É claro que não podemos deixar de deitar um olho às edições da Moroso, e até de gostar. Mas continuamos a preferir deixá-las ir para outro lugar qualquer e ficarmo-nos por um Confort do mestre Corbu.
Já se falarmos dos leitos da Hästens, para terminar este assunto, aderimos à excelência destes: todo o foco é dedicado à técnica e aos materiais, e no fim logo se fala de acessórios, formas e ornatos. Ou não estivéssemos a falar de uma marca escandinava.
Tudo isto para falar de Brick (2010), um sofá saído do atelier KiBiSi a partir da desconstrução da estrutura de um sofá.
Ora, ao contrário do mestre Corbu, os KiBiSi acreditam que um sofá se compõem a partir de pilhas de almofadas, e não a partir de uma estrutura orientadora. Daí que assumem a composição num paralelo às pilhas de sacos de areia que vemos como barreiras em situações de catástrofe.
Ora, aqui não há catástrofe, mas sim uma linha de mobiliário de assento, sofisticada e cara, para cumprir a falta que o arquitecto Bjarke Ingels sentiu ao não encontrar um sofá para o seu apartamento.
Caro arquitecto: parabéns. Ainda que toda a retórica não nos sirva para nada, gostamos do seu sofá e até faríamos a concessão de o ver cá por casa.
Por 1 ano, no máximo.

(imagem: Brick (2010) do atelier KiBiSi para a Versus)

Sunday, December 26, 2010

An Ice Cream Cone

"(...) An ice cream cone is a perfect package! It displays the merchandise; it allows you to see, feel, smell and taste it. The entire product is happily disposed of by the time you are through with it. But few things are so obliging and there are few on hearth, including our own bodies, that do not leave some reside. (...)"

em Designing for People (1955) de Henry Dreyfuss, edição Allworth Press de 2003

Saturday, December 25, 2010

What I Didn't Get


Uma parceria da Partners & Spade e da J.Crew.
Não tivemos, mas agora também está esgotado.

(imagem: capa do livro What I Didn't Get For Christmas, aqui)

Marina na Elle


Marina Abramović, em vestido Givenchy, na capa da Elle Sérvia de Janeiro 2011.

Friday, December 24, 2010

Presente de Natal





Este post é uma reacção à recente proliferação de mensagens publicitárias discriminatórias para as meias enquanto presente de Natal (para não falar seja de que presente de Natal for, mas isso são outros quinhentos).
Calem-se os senhores criativos das agências de publicidade, que essa ideia, para além de não ter graça nenhuma, não encaixa no imaginário de muitas pessoas civilizadas, que, para além de saberem o que são umas meias boas, gostam muito de as receber no Natal.
Gostávamos de ver a cara de alguns dos criadores, dessas ideias tão originais, ao abrirem um embrulho com umas Marcoliani em caxemira ou umas simples Burlington.
(é assim, apeteceu-nos um momento de cagonice antes de nos concentrarmos no essencial do Natal)

(imagens: da colecção da Burlington)

Thursday, December 23, 2010

Wednesday, December 22, 2010

Tuesday, December 21, 2010

Monday, December 20, 2010

Cristian Zuzunaga








O designer catalão Cristian Zuzunaga é, mesmo que não fosse, um designer gráfico (ainda que preferíssemos não o estancarmos nessas fronteiras), também por sê-lo de formação.
Através da utilização da linguagem que compõe todas as imagens digitais - o pixel - construiu outra linguagem que passou a ser a sua imagem de marca de autor.
Com um capacidade ímpar para trabalhar as imagens e compor as texturas, aplicou-as sobre superfícies têxteis e caiu no goto do gosto mais contemporâneo.
Hoje tem marcas como a Ligne Roset, a Hastens ou a Moroso a exibirem os seus padrões sobre edições de mobiliário estofado ou outras produções têxteis.
Mas a magia do trabalho de Zuzanaga está por detrás de cada composição e do segredo que estas escondem. Diz-nos que parte de imagens urbanas que vai coleccionando em todo o mundo, e que tal como estas paisagens são compostas por milhares de elementos, e não vivem sem eles, as suas imagens também o são e será isso que as torna ímpares.
Por cá, queremos o nosso retrato feito por Zuzunaga, porque a idade já vai passando e o pixel sempre alivia as marcas.

(imagens: criações de Cristian Zuzunaga editadas pelo próprio, pela Tate, Ligne Roset, Christophe Delcourt, Kvadrat/ Moroso e Nanimarquina)